UM OLHAR DO ATOR PARA O CINEMA
Oficina de atuação para atores, não-atores e diretores

Oficina de interpretação e direção de atores para cinema e tv
Com Ivo Müller

Balneário Camboriú
Setembro / Outubro
2014

A oficina aborda importantes noções sobre interpretação para trabalho com câmera. Contando ou não com a figura de um preparador de elenco, o ator deve ter um caminho próprio, único e individual para trabalhar com a direção do filme, série ou novela.
O objetivo da oficina é estimular atores, diretores e participantes em geral a valorizarem as referências e os mestres, desde que esses modelos apontem caminhos para a liberdade da criação individual. Será realizada uma gravação no segundo módulo da oficina (opcional).

Público Alvo: Aberta para interessados em geral, atores experientes, atores iniciantes, diretores
Idade: a partir de 14 anos

Módulo 1:
Carga Horária: 16 Horas
Datas: de 29 de Set a 02 de Out
Horário: 18h30 às 22h30
Custo: R$12 hora/aula = total de R$192

Módulo 2:
Carga Horária: 20 Horas
Datas: de 20 a 24 de Out
Horário: 18h30 às 22h30
Custo: R$12 hora/aula = total de R$240

Módulo 1 e 2 combinados:
Carga Horária: 36 Horas
Datas: de 29 de Set a 02 de Out e de 20 a 24 de Out
Horário: 18h30 às 22h30
Custo: R$8 hora/aula = total de R$360

Garanta a sua vaga com antecedência pois as oficinas estão sujeitas a lotação.

As inscrições podem ser feitas através do e-mail contato@cineramabc.com . O interessado deve enviar uma foto, nome completo, idade, nº de identidade (RG ou CPF), telefone e e-mail para contato.

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CONTEÚDO DO PROGRAMA
Módulo 1:
Estudo de referências – grandes atores e grandes atuações
O Corpo do Ator – cinema x teatro x tv
A primeira abordagem do roteiro
O trabalho com diálogos

Módulo 2:
Jogos de integração
A segunda abordagem do roteiro – Monólogos
O Mercado de trabalho
Gravação de cena individual

SOBRE IVO MÜLLER
Foi o único ator brasileiro a concorrer ao Urso de Ouro no Festival de Berlim em 2012, com o filme Tabu, do português Miguel Gomes. O longa ganhou os prêmios: da crítica (FIPRESCI) e Alfred Bauer, além de terminar o ano entre os melhores do mundo nas listas das revistas Cahiers du Cinèma e Sight and Sound. No Brasil, foi escolhido como o melhor filme estrangeiro exibido em 2013.

Em Santa Catarina, escreve sobre cinema para os jornais do Grupo RBS e é professor de interpretação direção de atores da Escola Livre de Cinema Inspiratorium, em São Paulo.

Em São Paulo desde 2003, trabalhou no teatro com o Centro de Pesquisa Teatral, do diretor Antunes Filho e com o Grupo Tapa, dirigido por Eduardo Tolentino, dois dos maiores encenadores do país.

Dentre os trabalhos mais recentes em cinema e tv, as séries O Negócio (2014)/HBO, A Menina Sem Qualidades (2013) de Felipe Hirsh/MTV Brasil, e nos longas: Califórnia, de Marina Person (2015) e Lascados, de Vitor Mafra (2014).

Começou a carreira fazendo teatro amador nos Estados Unidos, durante programa de intercâmbio do American Field Service.

Acaba de filmar Oração do Amor Selvagem (estreia em 2015), longa de Chico Faganello, em que também é um dos protagonistas junto com Chico Diaz e Sandra Corveloni.

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Site: www.ivomuller.com.br

PERGUNTAS E RESPOSTAS FREQUENTES
O que é o estudo de referências?
Vamos assistir e analisar o trabalho de alguns atores, seus grandes momentos no cinema.
As linguagens teatrais e audiovisuais caminham juntas no mundo contemporâneo, por isso, é importante que atores assistam a muitos filmes, conheçam os atores, seus estilos, sua época e suas máscaras.
Conhecer atores que podem servir de modelo e também de antimodelo para seu trabalho.
Deixamos espaço aberto para os alunos se manifestarem na discussão, mas direcionamos a conversa, apontando elementos que vamos usar depois.
Essas serão as primeiras quatro horas de aula.
Se as discussões renderem, mostramos mais cenas.

Quais atores vamos estudar?
Isso pode variar, mas vamos ver com certeza:
Renée Jeanne Falconetti (dirigida por C.T. Dreyer), Liv Ullman (dirigida por Ingmar Bergman), Marlon Brando, Bette Davis, Ricardo Darín, entre outros mais conhecidos quando sobra tempo.
Atores brasileiros: Matheus Naschetergale e o João Miguel.

Preciso ver os filmes antes?
Não, não é necessário.

Vamos fazer exercícios práticos?
Sim, mas não é obrigatório. O ideal é que pelo menos 50% da turma faça os exercícios dessa segunda e/ou terceira aula, quando vamos trabalhar o Corpo do Ator. Os alunos que não quiserem fazer essa parte serão ouvintes.
Para isso, tragam roupas soltas e leves, como calça de moletom.
Jeans, salto, etc, não servem para a oficina.

Quais são os exercícios?
Isso pode variar de turma para turma. Em geral, vamos trabalhar exercícios sugeridos pelo ator e preparador Harold Guskin, pouco conhecido por aqui (preparou Glenn Close, Matt Dillon, James Gandolfini, da Família Soprano).
Em especial o que ele chama de tirar o texto da página, que consiste num exercício de respiração quando se estuda o roteiro.
Fazemos também um exercício conhecido como repetition, do preparador Sanford Meisner. Não vamos trabalhar nenhum dos métodos como regra geral, pois a oficina estimula criação de método próprio de estudo, ou seja, aponta caminhos para que os atores experimentem.
Acabei de fazer um curso com o diretor russo Sergey Zemtov, sobre Stanislavki nos dias atuais. Pretendo usar alguns dos exercícios nessas aula também.
Isso toma grande parte da oficina e inclui a preparação de cenas curtas e a discussão delas.
Jamais vamos pegar o texto, decorar e apresentar. As cenas já estão inseridas no contexto dos exercícios, são estudadas de maneira orgânica e divertida.

Como vamos trabalhar com roteiro?
Levamos cenas já impressas, mas os alunos podem trazer seus trechos favoritos também. Caso o filme/ série seja em inglês, sugerimos uma adaptação do texto da legenda.
IMPORTANTE – se você trouxer uma cena, venha com o texto impresso, NUNCA decorado.
Os exercícios de abordagem do roteiro estão integrados com a prática de corpo, como descrevemos acima.

Por que uma oficina de arte deve falar de mercado?
Com o crescimento das ofertas de trabalho em cinema e seriados de tv, é importante saber como funciona um set, as funções de cada profissional, a relação com a direção e os assistentes.
Saber o papel de um produtor de elenco, a diferença entre produtor de elenco e agente.
O cinema é uma arte industrial. Mesmo filmes autorais tem processos que envolvem muitos profissionais, que devem estar preparados para desempenhar bem o seu papel. Quando o filme está pronto, existe toda uma cadeia de distribuidores e exibidores.
É importante ter noções sobre o que envolve o trabalho do ator nessa cadeia.

A oficina é aberta para público em geral. A turma não fica muito heterogênea, com gente experiente e sem experiência?
No set, muitas vezes você trabalha com atores de diferentes escolas, que passaram por experiências completamente distintas em trabalhos anteriores.
Quanto mais heterogênea, mais rica. No cinema, há atores mais jovens, pouco experientes, atores formados, atores que já fizeram filmes, figurantes, elenco de apoio, participações.
Um ator deve ajudar o outro. Uma grande atuação é feita com trabalho coletivo.
Caso a turma seja heterogênea, levo isso para a oficina, como se fosse o set. A gente simula isso trabalhando com atores mais experientes e menos inexperientes. Isso é muito rico. Faz parte do trabalho ter essa flexibilidade.
Alguns conceitos parecem básicos. Mas grandes atores estão sempre estudando, fazendo reciclagem de ideias. Conhecendo novos métodos e artistas.

Como será a gravação de cena?
Na segunda etapa da oficina, vamos falar do que chamo “o caminho do ator”. Da preparação individual, passando pela escolha do elenco, ao momento da filmagem.
Talvez simule um teste de elenco, vou sentir isso com a turma. Participa quem quer.
Quero falar também das participações no cinema e em tv.
– aqui vou citar trechos do livro de entrevistas do crítico Laurent Tirard, em que grandes diretores de cinema dão sua opinião sobre: escolha de elenco, a maneira que cada um enxerga a direção dos atores.
O trabalho de gravação de cenas será realizado por um cinegrafista, que virá num dia específico. A gravação é opcional e o material pode servir como portifólio para os alunos que se sentirem preparados para expor o que estudaram.

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